Estação da Poesia

poesia nossa de cada dia

LIVRO DE AUTO-AJUDA

          Nós somos autores da nossa própria história. Personagens. Cenários. Diálogos. A cada dia, frases são impressas nas páginas amareladas e amassadas do nosso livro. O que é difícil mesmo é escrevê-lo. Aí está algumas dicas para você escrever bem a sua história.

  • O livro perfeito é aquele que te prende do começo ao fim, mas nem sempre é assim. O livro pode ser seu preferido, mas sempre terá momentos que você quer parar de ler, colocar na prateleira e partir para outro. Mas fica aquele peso na consciência que você tem que terminar a história. Você quer saber o final! Quer saber como termina! Será que vai ter aquele final que você esperava ou simplesmente não tem fim?
  • Tem vezes que enquanto escrevemos nos enrolamos. A história começa a não fazer sentido. Perdemos o rumo que ela estava caminhando. Não sabemos o que escrever ou simplesmente não sabemos usar a pontuação da maneira correta. Tem horas que queremos colocar um ponto de exclamação, mas só conseguimos colocar reticências. Ou o capítulo termina com um ponto de interrogação e você quer colocar um ponto final! Como um capítulo pode acabar com uma pergunta? No nosso livro tudo é possível. E por fim, tem vezes que nós não queremos colocar ponto algum. Queremos que fique sem nada, que o leitor entenda do jeito que ele quiser. É melhor assim em certos casos.
  • Durante o desenrolar da nossa história, você pode errar. Escrever de forma “errata” aquela palavra que você nunca soube escrever direito ou até escrever um capítulo inteiro que não faz sentido algum com o resto da história. Você nem sabe o porquê de ter escrito aquilo. Certo ou não, dá muita vontade de jogar o livro fora e começar um do zero. Muito mais simples. O novo livro sairia perfeito, sem erros de concordância ou falta de lógica. Mas e as frases que você passou horas escrevendo? E os personagens que você criou? Que apareceram na sua história e fizemos você não parar de escrever? Não, temos que continuar escrevendo o mesmo livro porque ele é nosso. Cada palavra fomos nós que escrevemos. Temos que ter orgulho dele sendo ele um best-seller ou um livro lido apenas por nossas famílias e amigos.
  • Já que somos os autores, o gênero do livro é a gente que escolhe. Tem aqueles que adoram um drama. Outros querem tirar dos leitores boas risadas. Outros não querem fazer aquela narrativa longa: fazem um livro de contos; personagens, aventuras e lugares diferentes em cada capítulo.  Do meu livro realmente não sei qual é o gênero. Dependendo do parágrafo, coloco um gênero diferente. Há momentos que um drama cai bem; em outra página, talvez aquele romance para causar suspiros no leitor. No meio do capítulo, do nada, você queira colocar um pouco de aventura. Por que não?

          A moral da história (minha, sua, seja de quem for) é que nunca vamos ser perfeitos escritores. Você vai escrever por escrever de vez em quando. Não há nada de errado nisso. Vai querer acabar logo com aquele capítulo e passar para outros. Vai querer mudar de gênero do nada porque aquele já cansou. Você vai até querer dá uma pausa e reler o que escreveu. Recomendo. Assim você vai saber o que colocar nas próximas páginas ou ficar ainda mais confuso. Tanto faz, vale a pena de qualquer jeito. O que importa mesmo é que quando o livro estiver pronto, tudo que você pensou terá que estar ali, impresso. O livro vai ser concluído alguma hora. Mudar alguma parte? Só na próxima edição.

mvianna

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a poesia das ruas

protesto junho 2013 RJ

protesto RJ (junho de 2013)

protesto RJ (junho de 2013)

protesto RJ (junho de 2013)

A poesia das ruas ganha mais força…

São mais pés nesse caminho.

Seguimos!

lara berruezo

poesia de domingo – o barco que navega o céu

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lara berruezo

Poesia em forma de tranquilidade… – poesia de domingo

poesiatranquilidade

 

lara b.

Participação do Dia: Bruno Norbert

A vida parece mais sombria quando estamos sós. Mas feita de uma sombra tão clara que se torna transparente, criando uma visão única, diferente, amedrontadora. Ao fechar meus olhos, me encontro no fundo de um ser desconhecido, feito de carne e ossos, moldado pela vida, pelos amigos e pelas desventuras proporcionadas por sonhos de poeta.

A mão se estendeu para algo além, buscou no escuro uma chama, mas ela o queimou, a chama era forte, grandiosa. O escuro se tornava menos negro com a calorosa visão da luz. Mas que luz nefasta fere aquele que a busca? Quais são as dores que ferem como a jornada por aquilo que o deixa quente e vivo?

Gritos, eu os ouvi, distantes como a lua, soaram como uma música, a mais bela de todas. Parei e olhei. Sem me mover, de olhos fechados, busquei a origem de minha orquestra. Era meu coração. Gritava por mim, me buscava em seu fundo, mas não me encontrava. Perdido. Encontrei-me chorando, escrevendo, largando em folhas o que me conduzia ao papel.

Bruno Norbert de Holanda

(brunonorbert.tumblr.com)

escrever

talvez escrever seja em si um ato de descarrego…

e coragem.

lara b.

sem corpo

quem somos nós sem memória?

somos os abençoados ou somos a nossa própria ruína?

somos de alguma forma?

 

me sinto em forma de lembranças

me sinto em forma de momentos

de instantes,

como se não houvesse corpo,

só alma.

 

lara b.

Falta

Sinto falta do nosso silêncio.

Sinto falta do teu olhar calado.

Sinto falta do teu calor, reconfortante.

Sinto falta do futuro que nunca tivemos.

 

(A dor é tamanha que se tornou inexpressiva.)

 

A dor não existe.

A memória não existe.

Eu não existo.

 

Lara B. 

Verbo sobreviver

Tu gritas,

Eles dormem,

Nós fugimos,

Você sofre

Eu me calo.

J.

Sem ser

Perdi a poesia,

Seu verso mais intimo

E sua face mais silenciosa.

Sobrou-me apenas uma descompassada cópia.

J.